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Infectologia

Coqueluche

É uma infecção bacteriana muito contagiosa das vias respiratórias, que causa acessos de tosse intensos e prolongados, mais perigosa em bebês.

Conteúdo educacional — não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.

Bordetella pertussis, a bactéria causadora da coqueluche, vista ao microscópio após coloração de Gram.
Bordetella pertussis, a bactéria causadora da coqueluche, vista ao microscópio após coloração de Gram.

Imagem: CDC/PHIL, via Wikimedia Commons (domínio público)

Resumo rápido para revisão

  • Risco: esquema vacinal incompleto, idade menor que 6 meses, contato domiciliar com pessoa com tosse prolongada
  • Conduta: Azitromicina é o antibiótico de escolha, mais eficaz quando iniciado ainda na fase inicial (catarral); em bebês pequenos, a coqueluche pode exigir internação.

Coqueluche — pontos mais cobrados em prova, não substitui a leitura completa abaixo.

etiologia

Causada pela bactéria Bordetella pertussis, transmitida por gotículas respiratórias, altamente contagiosa mesmo antes dos sintomas típicos aparecerem.

quadro clinico

Começa como um resfriado comum e evolui para acessos de tosse intensos, seguidos de um som agudo ('guincho') ao inspirar; pode durar semanas — por isso é chamada de 'tosse dos 100 dias'.

Diagnóstico

Clínico na maioria dos casos; PCR ou cultura de secreção nasofaríngea confirmam em casos duvidosos ou para vigilância epidemiológica.

Tratamento

Azitromicina é o antibiótico de escolha, mais eficaz quando iniciado ainda na fase inicial (catarral); em bebês pequenos, a coqueluche pode exigir internação.

Força: forte · Evidência: alta · v1

Quando procurar um médico

  • pausas na respiração (apneia) durante a tosse
  • lábios ou rosto arroxeados durante os acessos
  • recusa alimentar e desidratação em bebês
  • vômitos frequentes após a tosse

Dados clínicos

Fatores de risco

  • esquema vacinal incompleto
  • idade menor que 6 meses
  • contato domiciliar com pessoa com tosse prolongada

Exames recomendados

  • PCR de secreção nasofaríngea
  • cultura (menos sensível, mais demorada)

Medicações

  • Azitromicina · antibiótico (macrolídeo)

Diretrizes

  • Ministério da Saúde (2022)

Prognóstico

Bom na maioria dos casos em crianças maiores e adultos; em bebês pequenos, a doença pode ser grave e exigir internação e suporte respiratório.

Você sabia?

  • Antes da vacina, a coqueluche matava milhares de crianças por ano no mundo todo — é uma das doenças que mais mostra o impacto da vacinação em massa.
  • O som característico do 'guincho' da coqueluche é causado pela tentativa desesperada de inspirar ar após um longo acesso de tosse, com a glote ainda parcialmente fechada.
  • A vacina contra coqueluche é aplicada na gestante a cada gravidez, não só uma vez — porque a proteção repassada ao bebê pela placenta é temporária.

Perguntas frequentes

Por que a coqueluche é mais perigosa em bebês?

Bebês com menos de 6 meses ainda não completaram o esquema vacinal e têm vias aéreas pequenas — os acessos de tosse podem causar pausas na respiração (apneia), sendo a faixa etária com mais risco de complicação grave.

Adulto vacinado na infância pode pegar coqueluche?

Sim — a proteção da vacina diminui com o tempo, por isso adultos podem ter uma tosse prolongada por coqueluche (geralmente mais leve) e, sem saber, acabam transmitindo para bebês não vacinados.

Por que é chamada de 'tosse dos 100 dias'?

Porque, mesmo tratada, a tosse pode persistir por semanas a meses após a bactéria já ter sido eliminada — o dano causado às vias aéreas demora a se recuperar.

Guias de estudo