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Infectologia

Faringite Estreptocócica

É uma infecção de garganta causada por bactéria, mais comum em crianças, que causa dor forte ao engolir e placas brancas nas amígdalas.

Conteúdo educacional — não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.

Comparação entre amígdalas normais e amígdalas inflamadas pela faringite estreptocócica, mostrando o inchaço e as placas esbranquiçadas característicos.
Comparação entre amígdalas normais e amígdalas inflamadas pela faringite estreptocócica, mostrando o inchaço e as placas esbranquiçadas característicos.

Ilustração: BruceBlaus, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

etiologia

Causada pelo Streptococcus pyogenes, transmitido por gotículas respiratórias — diferente da maioria das dores de garganta, que são virais.

quadro clinico

Dor de garganta de início súbito, febre alta, amígdalas inchadas com placas esbranquiçadas e gânglios do pescoço aumentados e doloridos; tosse costuma estar ausente.

Diagnóstico

Teste rápido para estreptococo ou cultura de orofaringe confirmam o diagnóstico; critérios clínicos (escore de Centor) ajudam a decidir quando testar.

Tratamento

Penicilina ou amoxicilina por 10 dias é o tratamento de escolha — tratar reduz sintomas, contágio e previne febre reumática.

Força: forte · Evidência: alta · v1

prevencao

Não há vacina; boa higiene das mãos e evitar contato próximo com pessoas infectadas reduzem o risco de transmissão.

Quando procurar um médico

  • dificuldade para respirar ou engolir saliva
  • babação excessiva em crianças (pode indicar abscesso)
  • pescoço rígido ou muito inchado
  • febre alta persistente após 48h de antibiótico

Dados clínicos

Fatores de risco

  • idade entre 5 e 15 anos
  • contato próximo com pessoa infectada (escola, casa)
  • época de outono/inverno

Exames recomendados

  • teste rápido para estreptococo
  • cultura de orofaringe (se teste rápido negativo mas suspeita alta)

Medicações

  • Amoxicilina · antibiótico (penicilina)

Diretrizes

  • Sociedade Brasileira de Pediatria (2021)

Prognóstico

Excelente com tratamento — resolução completa em poucos dias; sem tratamento, a maioria também melhora sozinha, mas com risco (baixo) de complicações como febre reumática.

Você sabia?

  • A febre reumática, complicação temida da faringite estreptocócica não tratada, foi uma das principais causas de doença cardíaca em crianças antes do uso amplo de antibióticos.
  • A 'escarlatina' é causada pela mesma bactéria da faringite estreptocócica — quando ela libera uma toxina que causa uma erupção de pele característica.
  • O escore de Centor, usado até hoje para decidir quando testar estreptococo, foi criado em 1981 e leva em conta apenas 4 sinais clínicos simples.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre faringite estreptocócica e uma dor de garganta viral?

A viral costuma vir com coriza, tosse e rouquidão e melhora sozinha; a estreptocócica tem início mais abrupto, febre alta, placas nas amígdalas e ausência de tosse — por isso o teste rápido ajuda a diferenciar.

Por que é importante tratar com antibiótico?

Além de encurtar os sintomas, o tratamento previne a febre reumática, uma complicação rara mas grave que pode afetar o coração semanas depois da infecção não tratada.

Depois de quanto tempo de antibiótico a pessoa deixa de transmitir?

Cerca de 24 horas após o início do antibiótico a pessoa já não transmite mais a bactéria, podendo voltar à escola ou trabalho.