Endocrinologia
Hipotireoidismo
É quando a tireoide produz hormônio de menos, deixando o metabolismo do corpo mais lento.
Conteúdo educacional — não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico.
Revisado por Milton Cruz — Revisor de conteúdo em 22/09/2026
epidemiologia
Mais comum em mulheres, com prevalência crescente após os 60 anos; a tireoidite de Hashimoto é a causa mais frequente.
quadro clinico
Fadiga, ganho de peso, intolerância ao frio, pele seca, constipação e bradicardia.
Tratamento
Levotiroxina é o tratamento de escolha, com dose ajustada por peso e reavaliação de TSH em 6-8 semanas.
Força: forte · Evidência: alta · v1
prevencao
Não há como prevenir a causa autoimune (Hashimoto), mas exame de TSH anual em quem tem histórico familiar ou outra doença autoimune ajuda a pegar o problema antes dos sintomas incomodarem.
Quando procurar um médico
- sonolência extrema ou confusão mental
- inchaço generalizado do corpo
- temperatura corporal muito baixa
- piora rápida dos sintomas sem explicação
Dados clínicos
Fatores de risco
- sexo feminino
- histórico familiar de doença tireoidiana
- outra doença autoimune associada
Exames recomendados
- TSH
- T4 livre
- anti-TPO
Prognóstico
Excelente com reposição hormonal correta e acompanhamento regular — não impede vida normal.
Você sabia?
- A tireoide tem o formato de uma borboleta e, apesar de pesar poucos gramas, seus hormônios influenciam praticamente todas as células do corpo.
- O hipotireoidismo é bem mais comum em mulheres, numa proporção de cerca de 5 a 8 para 1 em relação aos homens.
- A iodação obrigatória do sal de cozinha no Brasil praticamente eliminou a deficiência de iodo, que já foi a principal causa de hipotireoidismo no mundo.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre hipotireoidismo e depressão?
Os dois compartilham cansaço, lentidão e desânimo, por isso o hipotireoidismo é sempre descartado com exame de sangue (TSH) antes de fechar o diagnóstico de depressão isolada.
Hipotireoidismo tem cura?
Na forma mais comum (tireoidite de Hashimoto) não tem cura, mas se controla completamente com reposição hormonal diária, permitindo vida normal.
Preciso tomar o remédio para sempre?
Na maioria dos casos sim, é uma reposição contínua; suspender o remédio por conta própria faz os sintomas voltarem em semanas.